Norman Grandjean/AFP
Norman Grandjean/AFP

Incêndio em Paris deixa oito mortos

Entre vítimas do acidente estão duas crianças; autoridades investigam se ato foi intencional

O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2015 | 06h47

PARIS (atualizada às 8h30) - Ao menos oito pessoas morreram, entre elas duas crianças, em um incêndio que atingiu um edifício residencial no bairro Goutte d'Or, na região norte de Paris, nesta quarta-feira, 2, segundo informações de autoridades locais, que cogitam a possibilidade de um ato criminoso. 

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, que esteve no local junto à prefeita de Paris, Anne Hidalgo, afirmou que também havia quatro feridos hospitalizados "em gravidade relativa".

Cazeneuve, que mencionou "uma intervenção difícil" dos mais de cem bombeiros que trabalharam para conter as chamas, declarou que "é cedo demais para determinar as causas deste drama".

Porém, minutos depois, seu porta-voz, Pierre-Henry Brandet, disse que está sendo investigada uma hipótese intencional. Isso porque os bombeiros haviam extinguido na mesma noite um incêndio na escadaria do edifício, duas horas antes da deflagração do segundo.

Brandet detalhou que foi feita uma primeira chamada de emergência às 2h23 (horário local, 21h23 de Brasília) e que a intervenção dos bombeiros terminou rapidamente. Pouco mais de duas horas depois, os bombeiros tiveram que comparecer ao mesmo endereço porque receberam um aviso de outro incêndio, que havia se propagado do térreo para os andares superiores.

Algumas pessoas morreram por causa do fumaça e outros porque se lançaram pelas janelas para escapar das chamas.

“Eu estava dormindo quando ouvi gritos de pessoas pedindo ajuda”, disse Florent, que mora em um lado diferente do mesmo edifício. Ele não quis revelar seu sobrenome por questões de segurança. “Abri a porta, vi os danos e fui, em pânico, tentar arranjar um balde de água. Então eu refleti e percebi que as chamas estavam muito grandes para pará-las eu mesmo”, disse Florent.

O presidente francês, François Hollande, manifestou sua "solidariedade" às vítimas da tragédia e a seus familiares em um comunicado. Ele também prestou homenagem à ação dos bombeiros e reforçou que está se fazendo o possível para esclarecer "a origem deste drama e obter todas as informações sobre o ocorrido".

O incêndio foi um dos mais mortais em Paris desde 2005, quando vários edifícios antigos pegaram fogo, deixando cerca de 50 mortos. /EFE e ASSOCIATED PRESS


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