Oito são presos por ataque a casamento na Turquia

Autoridades acreditam que atentado que matou 44 foi motivado por briga entre famílias.

BBC Brasil, BBC

05 de maio de 2009 | 06h03

A polícia turca prendeu oito pessoas suspeitas de envolvimento no ataque que matou pelo menos 44 pessoas em uma festa de casamento na segunda-feira, no sudeste do país.

Entre os mortos, estão os noivos e uma família de oito pessoas, entre elas seis crianças. Outras seis pessoas ficaram feridas e levadas para hospitais locais.

Armados com fuzis e granadas, um grupo de homens mascarados invadiu o local onde cerca de 200 pessoas participavam da cerimônia religiosa, no vilarejo de Bilge Koyu, na província de Mardin.

As autoridades turcas chegaram a cogitar em um primeiro momento que o atentado poderia ter sido praticado por rebeldes separatistas curdos que atuam na região há 25 anos. Mais de 40 mil pessoas já foram mortas em conflitos desde 1984.

Esta hipótese, no entanto, está sendo descartada. De acordo com o ministro do Interior, Besir Atalay, é grande a possibilidade de que o ataque seja resultado de uma "briga entre famílias".

"Com base nas investigações feitas até agora, nós estamos concluindo que não se trata de um evento terrorista", disse Atalay.

"Oito pessoas foram presas e suas armas confiscadas. Isto (o atentado) pode ser interpretado como uma briga entre duas famílias", afirmou ainda o ministro, acrescentando que os investigadores passaram a noite conversando com testemunhas para tentar identificar os responsáveis pelo incidente.

Cenas de horror

Relatos não confirmados ainda sugerem que entre os homens que praticaram o ataque estariam membros de uma milícia conhecida como Guardas do Vilarejo, que vem ajudando as tropas do governo a lutar contra os separatistas curdos.

Um dos convidados que levou o sobrinho para o hospital disse ter visto cenas de horror.

"Eu não consegui acreditar no que estava vendo", disse Ahmet Can ao canal de TV turco Channel 24.

Um outro convidado disse que o tiroteio começou pouco antes do início das orações.

"Eu vi muitos corpos com rostos irreconhecíveis. É claro que explosivos foram usados", disse Tarik Kalkan.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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