Oito soldados do Paquistão morrem em onda de violência

Operações militares e ataques em distritos do Paquistão deixaram oito membros das forças de segurança do país e cerca de 30 militantes mortos neste domingo, de acordo com autoridades. Dois soldados e 16 militantes foram mortos em confrontos na área do Vale de Tirah, controlada pelo grupo tribal Khyber, disseram militares. Outros três soldados ficaram feridos na região, próxima à fronteira com o Afeganistão.

AE, Agência Estado

05 de maio de 2013 | 19h17

O Exército do Paquistão iniciou um ataque no em abril na região, tendo como alvo o Taleban paquistanês e um grupo aliado, Lashkar-e-Islam. O comunicado dos militares afirmou que o último confronto forçou os militantes a fugirem dos esconderijos, deixando para trás grandes quantidades de armas e munição.

Na região tribal de Waziristan, que também faz fronteira com o Afeganistão, um ataque de bombas matou dois soldados e feriu outros três, segundo autoridades. O local abriga grupos militantes paquistaneses e afegãos, incluindo organizações ligadas à Al-Qaeda, com número significativo de rebeldes. Também neste domingo, dois soldados foram mortos em confrontos no Distrito de Bolan, na Província de Baluchistan, disse Waheed Shah, uma autoridade do governo. De acordo com Shah, 13 "criminosos", suspeitos de sequestros e roubos, morreram nos confrontos

Já no Distrito de Sibbi, na mesma província, o comboio de um candidato nas eleições parlamentares de 11 de maio foi atacado por dois homens, que mataram dois de seus seguranças, disse o policial Owais Ahmad. Ele afirmou que os outros seguranças do candidato Sardar Sarfraz Domeki reagiram com tiros, matando um dos atacantes e ferindo o outro, que está sendo questionado pela polícia. A região tem enfrentado há anos a insurgência de grupos nacionalistas que querem uma parte maior dos recursos regionais de petróleo e gás. A falta de segurança vem permitindo que alguns grupos criminosos operem no local. As informações são da Associated Press.

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