Oito sunitas são mortos por contato com xiitas em Bagdá

Seis homens sunitas que haviam recebido ameaças de morte por se reunirem com xiitas locais foram assassinados neste sábado em Bagdá. O primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki, sob crescentes pressões dos EUA para assumir uma maior responsabilidade pela segurança no Iraque, disse que reorganizará seu gabinete nos próximos dias. "A reorganização será esta semana ou na próxima", disse al-Maliki à Associated Press em entrevista em Bagdá. Ele ameaçou mandar prender parlamentares e outros líderes políticos suspeitos de apoiarem as milícias extremistas. Também no sábado, três soldados norte-americanos morreram na explosão de uma bomba quando patrulhavam o centro de Bagdá num veículo militar. Um alto assessor do Ministério da Defesa foi seqüestrado no Leste da capital, disse um assistente de Adnan al-Dulaimi, chefe do maior bloco sunita no Parlamento. O tenente Thamir Sultan provém da tribo de Saddam Hussein e havia sido apontado como possível ministro da Defesa quando o atual governo foi formado no ano passado.Também no sábado, as forças norte-americanas disseram que mataram "importantes terroristas" que estavam usando artilharia antiaérea para disparar contra helicópteros norte-americanos perto de Taji, ao Norte de Bagdá.O ataque perto de Youssifiyah, 20 quilômetros ao Sul da capital, parece estar ligado ao aumento da violência sectária que incluiu o seqüestro e execução sexta-feira de pelo menos 14 membros das forças de segurança, dominados pelos xiitas. Mas neste caso, as autoridades afirmam que acreditam que milicianos sunitas assassinaram outros sunitas, numa violenta manifestação da luta entre os que apóiam uma reconciliação com os xiitas e os que estão dispostas a matar para impedi-la. Os sunitas assassinados sábado em Youssifiyah - todos parentes e membros da tribo Mashhada - morreram quando pistoleiros invadiram a casa da família ao amanhecer. As vítimas foram separadas das mulheres e crianças e baleadas dentro de casa, disse o tenente Haider Datar. O motivo do ataque não pode ser confirmado com fontes independentes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.