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Após dois dias internado, Olavo de Carvalho é liberado de hospital nos EUA

Escritor teve crise respiratória e precisou ser entubado; complicação, segundo ele, decorreu de cirurgia

Lorenna Rodrigues e Marlla Sabino, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2020 | 11h14
Atualizado 13 de março de 2020 | 14h36

BRASÍLIA O guru bolsonarista Olavo de Carvalho informou neste sábado, 22, que recebeu alta do hospital após ficar dois dias internado. O escritor foi hospitalizado nos Estados Unidos por conta de uma crise respiratória e precisou ser entubado. Pelo Twitter, Olavo disse que já estava em casa e agradeceu as mensagens dos seguidores.

“Obrigadão pelos bons votos e preces, que sem dúvida funcionaram. Já estou em casa, bem recuperado, depois de uma crise respiratória que sobrou da minha cirurgia de dois anos atrás”, escreveu.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O professor ainda está no hospital, mas não está mais entubado. Segue em recuperação. Oremos por sua saúde.

Uma publicação compartilhada por Olavo de Carvalho (@olavodecarvalho) em

A complicação, segundo ele, foi decorrente de uma cirurgia para retirar um cisto na traqueia em 2018. “Naquela ocasião, fiquei um mês no hospital, com um corte de meio metro nas costas, removendo um tumor de nascença, que ao completar setenta anos de idade decidiu me matar. Agora foram só dois dias, e tudo deu certo, graças a Deus. Vocês são uns anjos”, escreveu.

Nesta sexta-feira, um perfil no Instagram feito em homenagem ao escritor postou uma foto dele sobre a cama do hospital ao lado da mulher, Roxane Carvalho. A foto ganhou diversos comentários, entre eles o do perfil do presidente Jair Bolsonaro, que utilizou emoticons com sinal de positivo. O deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) comentou estar “em oração”. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) também pediu orações pela recuperação de Olavo.

Guru

Conservador e polêmico, Carvalho influenciou o presidente, os filhos do presidente e pessoas próximas de Bolsonaro com suas ideias. Seus seguidores no governo foram apelidados de “olavistas” e compõem a ala ideológica e mais radical, que disputa com a ala militar o poder de influenciar as decisões de Bolsonaro.

Apesar das brigas por espaço, o último tuíte publicado por Carvalho na rede social é de apoio ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno, depois do episódio do vazamento de um áudio em que é possível ouvir Heleno dizer que o Congresso estava chantageando o governo. durante reunião no Alvorada.

“Vazar a mensagem foi cachorrada, mas o conteúdo dela eu aprovo cem por cento. Um congresso que em vez de representar o povo só trata de roubá-lo e oprimi-lo não tem autoridade nenhuma”, disse o escritor no Twitter, uma das ferramentas mais utilizadas por ele para disseminar suas ideias com seus seguidores.

Como mostrou o Estado, o time de auxiliares ligados a Carvalho se sentiu enfraquecido após pós Bolsonaro “militarizar” o Palácio do Planalto com a indicação do general Walter Braga Netto para ministro-chefe da Casa Civil. O grupo dos militares também recebeu o reforço do almirante Flávio Augusto Viana Rocha para o comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada ao gabinete presidencial.

Mas as declarações desajeitadas de Heleno e do ministro da Economia Paulo Guedes – que chamou servidores de “parasitas” e disse que “empregada doméstica estava indo para a Disney” na época do dólar baixo – fizeram os dois serem vistos, na cúpula do Congresso Nacional, como os novos integrantes da ala ideológica do governo.

Segundo reportagem do Estado, a avaliação é que os dois insuflam o presidente Jair Bolsonaro contra os parlamentares.

Filósofo

Carvalho mora nos Estados Unidos e dá cursos de filosofia pela internet. Aos 72 anos, publicou livros como o O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

O grupo dos “olavistas” no governo tem nomes como o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins.  

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