Oleoduto explode na Síria e 10 morrem em novos protestos

O governo da Síria atribuiu ontem a "um ataque terrorista" a explosão de um oleoduto em Tal Kalakh, no oeste do país, que provocou vazamento de óleo para um rio. Pela 17.ª semana consecutiva, dezenas de milhares de manifestantes sírios tomaram as ruas do país após as preces de sexta-feira para pedir a renúncia do presidente Bashar Assad.

AP e Reuters, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2011 | 00h00

De acordo com a televisão estatal síria, o oleoduto ficava perto da cidade de Tal Kalakh e a explosão deixou uma cratera de 9 metros, contaminando uma represa. Ainda segundo relatos de fontes oficiais, o ataque pretendia contaminar a água usada para irrigar plantações.

Violência. Nos protestos de ontem, os manifestantes pró-democracia pediram a adesão de sírios que ainda evitam participar das marchas contra o presidente Bashar Assad. "Seu silêncio está nos matando", gritavam.

As mortes ocorreram em Latakia, Deraa, e em Deir el-Zour, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres. Desde o começo da revolta, em março, os protestos têm ocorrido em áreas mais pobres. As classes médias de grandes cidades como Aleppo e Damasco não aderiram aos atos contra Assad. Segundo analistas, as classes mais ricas temem perder seus privilégios com a queda do regime.

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