Furacão José permanece como categoria 4 em seu caminho a águas abertas do Atlântico

Alerta foi suspenso em Antígua e Barbuda, mas aviso de tempestade tropical permanece em San Martin e São Bartolomeu

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2017 | 09h18

SAN JOSE - O furacão José se mantém inalterado, como categoria 4 e ventos de 215 quilômetros por hora, e prossegue no seu rumo noroeste para águas abertas do Atlântico, onde permanecerá durante os próximos dias sem ameaçar regiões habitadas, informou, neste domingo, 10, o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Em seu último boletim, o NHC indicou que José se encontra 400 quilômetros ao norte-noroeste das Ilhas de Sotavento, às quais afetou no sábado, 9, sem que lhes desse tempo de recuperar-se dos estragos provocados esta semana pelo furacão Irma, que, neste domingo, tocou terra na Flórida.

José se move a uma velocidade de 26 quilômetros por hora em direção noroeste, o que o situará durante vários dias nas águas entre os arquipélagos de Bahamas e Bermuda devido a uma frente de altas pressões que lhe impede de avançar para o norte.

Finalmente a mudança aconteceu e o furacão, de categoria 4, foi mais para norte do que o esperado, tal e como previu a NASA na sua conta oficial da rede social Twitter.

No entanto, segue ativa a advertência de tempestade tropical (ventos entre 63 e 118 quilômetros por hora) nas ilhas de Saint Martin e Saint Barth, ainda que se preveja uma degradação ao longo da manhã.

A maior ameaça provocada por José é a forte ressaca que chega à parte das Pequenas Antilhas, às Ilhas Virgens e à costa norte de Porto Rico, e começará a afetar La Española (República Dominicana e Haiti), parte das Bahamas e das ilhas Turcks e Caicos durante os próximos dias.

Na última semana, o furacão Irma provocou a destruição, praticamente total, de ilhas como Saint Martin, Antígua e Barduda, onde causou a morte de pelo menos 25 pessoas, às quais é preciso somar outras três em Porto Rico. 

O olho do furacão José teve, neste domingo, uma mudança de rumo de última hora e em algumas ilhas como Barbuda e outras das Pequenas Antilhas se evitou o que ia ser a segunda passagem de um furacão no espaço de quatro dias.

No entanto, se esperam condições próprias de tempestade tropical esta madrugada nas Ilhas Virgens Britânicas e Americanas.

O aviso de furacão foi suspenso em Antígua e Barbuda, enquanto que San Martin e São Bartolomeu continuam sobre aviso de tempestade tropical.

O Governo de Antígua e Barbuda tinha ordenado evacuar Barbuda perante a iminente chegada na tarde do sábado, 9, do furacão José, depois que o ciclone Irma provocou a destruição, praticamente total, e causou a morte de pelo menos 25 pessoas nas Pequenas Antilhas e em Porto Rico.

O primeiro-ministro, Gaston Browne, tinha ordenado que as pessoas que não fugiram antes da passagem do furacão Irma, se transferissem para Antigua, a cerca de 60 quilômetros de distância, já que o olho do ciclone passaria, salvo mudanças de última hora, pelo leste da ilha.

Todos eles foram evacuados em ferryboats.

Após a passagem do furacão Irma, pelo menos 11 pessoas morreram em São Bartolomeu e San Martin, quatro nas Ilhas Virgens Americanas e o mesmo número nas Britânicas.

Além disso, uma pessoa morreu em Barbuda, outra em Barbados e uma mais em Anguilla, enquanto que em Porto Rico morreram três pessoas em fatos relacionados com as condições climatológicas causadas pelo furacão, de acordo com os novos dados apresentados pelas diferentes organizações de socorro e atendimento de emergências. / EFE

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