AFP Photo|Will Edwards
AFP Photo|Will Edwards

Outro rival de Putin é encontrado morto no Reino Unido

Nikolai Glushkov era ligado ao oligarca Boris Berezovski; sua morte ocorre dias depois do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal, um agente duplo condenado na Rússia por passar informações privilegiadas para o Reino Unido

O Estado de S.Paulo

13 Março 2018 | 12h55

LONDRES - O empresário russo Nikolai Glushkov – ligado ao oligarca Boris Berezovski, crítico do Kremlin que morreu sob circunstâncias suspeitas em 2013 – foi encontrado morto na noite da segunda-feira em sua casa em Londres, informou nesta terça-feira seu advogado. O caso pode estar associado a outras 14 mortes ligadas ao governo da Rússia – entre elas, a de Berezovski.

+ Envenenamento de ex-espião no Reino Unido parece coisa da Rússia, diz Trump

As autoridades britânicas afirmaram que a morte de Glushkov – investigada por agentes de contraterrorismo – é tratada como “suspeita”. Segundo a polícia, o caso não está necessariamente ligado ao envenenamento do ex-agente russo Serguei Skripal e sua filha, Yulia, no dia 4, em Salisbury – ambos continuam internados.

A secretária britânica do Interior, Amber Rudd, confirmou que as forças de segurança do Reino Unido estão investigando o envolvimento da Rússia em 14 mortes – incluindo o caso de Skripal. 

 

O advogado de Glushkov, Andrei Borokov, e as autoridades britânicas não explicaram em que circunstâncias ele morreu. Parentes e amigos teriam encontrado o corpo de Glushkov em sua casa no bairro de New Malden, em Londres.

A polícia informou nesta terça-feira que a investigação está sendo conduzida por agentes de contraterrorismo, em razão das ligações de Glushkov com Berezovski, incluindo com as estatais russas AutoVAZ, montadora de veículos, e a companhia aérea Aeroflot.

Glushkov foi preso em 1999, acusado de desviar US$ 7 milhões da Aeroflot. Em 2004, após sua condenação a 3 anos e 3 meses de prisão, ele foi libertado por já ter cumprido a pena. Em 2010, ele obteve asilo no Reino Unido e, ano passado, foi condenado na Rússia à revelia a 8 anos por ter desviado mais de US$ 122 milhões da Aeroflot. 

 

 Polícia britânica acredita que ex-espião russo foi envenenado em casa

O governo russo não comentou o caso de Glushkov e descartou qualquer envolvimento no envenenamento de Skripal. Moscou afirmou que somente cooperará com a investigação no Reino Unido se receber amostras da neurotoxina que teria sido usada na tentativa de assassinato do ex-espião. 

Os russos disseram ainda que ignorariam o ultimato dado pela premiê Theresa May, que havia pedido explicações. Hoje, o Conselho de Segurança Nacional do governo britânico se reúne em Londres para decidir quais medidas tomar contra Moscou. / AP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.