Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Olimpíada, mensalão e ataque de atirador nos EUA são destaques do fim de semana

Nos Jogos de Londres, mais decepções brasileiras; nos Estados Unidos, novo ataque de um franco atirador, com seis mortos

06 de agosto de 2012 | 10h23

Nos 100 metros rasos mais rápidos de todos os tempos, o Jamaicano Usain Bolt voltou a dar show e conquistou o bicampeonato em Jogos Olímpicos. Entre os brasileiros, decepções na vela, no salto e no boxe, apesar do bronze do velejador Robert Scheidt, agora o maior medalhista brasileiro da história ao lado de Torben Grael. Em Wisconsin, nos Estados Unidos, mais um franco atirador fez suas vítimas, matando seis pessoas e ferindo outras três num templo Sikh. Na capital paulista, outro policial, desta vez um delegado,  morreu ao ser atacado por bandidos. Confira as notícias que foram destaque no fim de semana:

1 - Nos 100 metros mais rápidos da história,  o jamaicano Usain Bolt largou mal, mas ganhou terreno durante a corrida e se tornou bicampeão olímpico em Londres no domingo. A marca de 9s63 é a segunda mais rápida de todos os tempos, só atrás de seus 9s58, recorde conquistado no Mundial de Berlim, em 2009. Com a exceção de Asafa Powell, todos os outros seis velocistas correram abaixo dos 10 segundos, algo inédito na história do atletismo.

2 - Com a conquista de uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Londres, Robert Scheidt se igualou a Torben Grael como o maior medalhista olímpico do Brasil. O velejador subiu cinco vezes ao pódio em cinco edições dos Jogos e pretende terminar a carreira. "Vou competir em 2016 e terminar minha carreira lá.”, disse, aos 39 anos. 

3 - Pela segunda vez consecutiva, Fabiana Murer saiu decepcionada de uma Olimpíada. Há quatro anos, em Pequim, o sumiço de uma vara prejudicou seu desempenho na final. No sábado, no Estádio Olímpico de Londres, a campeã mundial do salto com vara desistiu de um salto por conta do vento e, abaixo dos 4,50 metros, não conseguiu se classificar para a decisão. Tropeços no volei, na natação, no judô e no boxe completam a lista de decepções do Brasil nestes Jogos. 

4 - Seis pessoas foram mortas por um atirador e três ficaram feridas gravemente no domingo no templo sikh de Oak Creek, no Estado americano de Wisconsin. A ação ocorreu 16 dias depois do massacre de 12 pessoas pelo estudante James Holmes, de 24 anos, em um cinema de Aurora, no Colorado. 

5 - Depois de semanas de negociação, greves e protestos de funcionários, a General Motors decidiu adotar o lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) para evitar demissões em sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Trata-se da terceira montadora  a recorrer a essa alternativa nos últimos três meses. Ao todo, 940 funcionários da planta  serão dispensados até o fim de novembro.

6 - Os bancos anunciam crédito mais barato, mas, na prática, o consumidor sofre para encontrar o menor juro. A reportagem do Estadão visitou agências dos cinco maiores bancos para obter um empréstimo pessoal e mostrou as dificuldades para se conseguir simulações concretas de juro.

7 - Dando sequência a uma série de assassinatos de policiais, o delegado Paulo Pereira de Paula, de aproximadamente 45 anos, que atuava na Delegacia de Investigações sobre Entorpecente (Dise) de Guarulhos (Grande SP), foi morto por volta das 21h15 de sábado, 4, em uma suposta tentativa de roubo. O  crime ocorreu na Marginal do Tietê. Em 2002, criminosos já haviam tentado assassinar o policial, lançando uma granada contra sua casa.

8 - Assim que recebeu alta no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson disse que salvou o Brasil ao denunciar o suposto esquema do mensalão, em 2005. "Ele (ex-deputado José Dirceu) me derrubou, mas eu salvei o Brasil. Isso para mim já é uma satisfação", disse Jefferson aos jornalistas ainda no hospital. O dirigente, um dos 38 réus do mensalão,  retirou um tumor maligno do pâncreas no fim de semana retrasado e será submetido a quimioterapia.

9 - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), representou à Polícia Federal pedindo a abertura de investigação contra a Wikipédia. O ex-presidente do STF fez gestões junto ao conselho editorial da enciclopédia virtual no Brasil para corrigir o que avalia estar distorcido em seu verbete, que considerou ideológico. Sem êxito junto aos editores, decidiu investir contra o produto. Para ele, a Wikipédia está “aparelhada”.

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