Oliver Stone lança filme 'Meu amigo Hugo'

Documentário dirigido pelo americano estreou na TV venezuelana Telesur

EFE/O Estado de S.Paulo

06 de março de 2014 | 02h06

O diretor americano Oliver Stone disse na quarta-feira que ainda sente a morte de Hugo Chávez, mas está satisfeito que o processo político iniciado pelo líder tenha continuado sem ele.

"Sinto a falta de Hugo Chávez, seu espírito e sua presença. Quando ele entrava em uma casa, se sabia que o chefe de Estado estava ali, mas no bom sentido, não de um jeito ditatorial", disse o diretor, em entrevista exibida pelo canal venezuelano Telesur.

Nessa emissora, que exibe uma programação especial em razão do aniversário de morte de Chávez, o cineasta estreou ontem o documentário Meu Amigo Hugo - sobre o líder. Na entrevista, Stone afirmou que o criador do socialismo do século 21 tinha um "belo espírito de serviço a seu povo".

"Estava preocupado que, quando Hugo morresse, pudesse haver um culto a sua personalidade, ao que ele e seu governo foram. Temia que o povo não estivesse pronto para tomar o controle. Acredito que estava errado", disse.

Stone, que conheceu Chávez em dezembro de 2007 e o elegeu como o protagonista de seu outro documentário Ao Sul da Fronteira, sobre as mudanças políticas e sociais na América do Sul, lembrou que chegou até ele por meio do meio líder cubano Fidel Castro.

"Castro comentou com Hugo que eu era um biógrafo justo e gostava da minha presença", lembrou o diretor. Seu trabalho sobre o "Comandante" é, segundo Stone, "o final de um grande capítulo". "No entanto, não sinto que esteja fazendo algo realmente novo, porque o mundo já rendeu um grande tributo a Hugo."

O diretor explicou que as fotos do funeral de Hugo Chávez mostram "o quanto amado ele era". "Em muitas cenas, tive brigas com algumas pessoas sobre a democracia na Venezuela. Não pude explicar aos americanos porque eles não entendem que há mais democracia na Venezuela do que nos EUA", disse o diretor.

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