Ollanta Humala é indiciado por rebelião em 2005 no Peru

Uma juíza peruana acusou formalmente o líder oposicionista Ollanta Humala, derrotado nas eleições presidenciais de 4 de junho, de ter sido o autor intelectual de uma rebelião militar em que morreram seis pessoas, no início de 2005.Ollanta Humala é acusado de ajudar a planejar a invasão da delegacia de polícia de Andahuaylas, no sudeste do país, executada por seu irmão, Antauro Humala.Antauro Humala liderou cerca de 150 reservistas do Exército que fizeram refém um grupo de policiais e exigiram a renúncia do então presidente Alejandro Toledo.A juíza Patricia Overluijs abriu um processo contra Ollanta Humala por crime de rebelião. Seu irmão é processado por rebelião, seqüestro e homicídio qualificado.PerseguiçãoO ex-candidato à Presidência, que na época da rebelião trabalhava como adido militar na embaixada do Peru na Coréia do Sul, nega as acusações.Segundo seu porta-voz, Carlos Tapia, o Judiciário peruano está sendo usado em uma "campanha de perseguição política" contra Ollanta Humala, assim como contra o ex-presidente Alejandro Toledo, que também enfrenta processo criminal em outro caso, relacionado a falsificação de documentos.Ollanta Humala, que perdeu as eleições presidenciais para Alan García, já enfrenta outro processo na Justiça peruana, por acusações de envolvimento em desaparecimentos, tortura e homicídio na época em que comandava uma base militar na Amazônia peruana, em 1992.Em 2000, os dois irmãos chegaram a tentar um fracassado golpe de Estado contra o ex-presidente Alberto Fujimori. Depois, foram perdoados.

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