Olmert adverte palestinos após mortes de soldados israelenses

O primeiro-ministro de Israel, EhudOlmert, excluiu a possibilidade de relaxar o controle do paísna Cisjordânia ocupada até que os palestinos detenhammilitantes, depois de um ataque a tiros que matou dois soldadosisraelenses de folga. O governo do presidente palestino Mahmoud Abbas condenou oataque de sexta-feira perto de Hebron e disse que estavacumprindo suas obrigações de segurança, ao realizar ofensivasem cidades da Cisjordânia. Olmert e Abbas fecharam um acordo mediado pelos EstadosUnidos em uma conferência de paz no mês passado, em Annapolis,Estados Unidos, prometendo iniciar negociações para um tratadoamplo até o fim de 2008. Mas Olmert disse que Israel não vai implementar o acordoaté que os palestinos cumpram suas obrigações de controlar osmilitantes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Mencionando sua apreensão quanto à segurança, Israel atéagora recusou-se a remover centenas de barricadas em estradas epontos de controle que restringem a movimentação dos palestinosna Cisjordânia ocupada por Israel. "Enquanto a Autoridade Palestina não tomar as medidasnecessárias, com a intensidade necessária, para combater osgrupos terroristas, o Estado de Israel não pode realizarnenhuma mudança que possa expô-lo aos perigos e criar riscos desegurança", disse Olmert a seu Gabinete. "Não pretendemos fazer nenhuma concessão nessas questões(de segurança) e elas continuarão a ser uma parte inseparávelde nossas negociações", disse Olmert. O assessor de Abbas, Nabil Abu Rdainah, disse que seugoverno estava comprometido a cumprir suas obrigações desegurança firmadas no acordo de Annapolis. Ele disse que Israel não deveria criar obstáculos para anegociação ao expandir colônias judaicas e realizar"assassinatos políticos" na Faixa de Gaza, que foi tomada àforça pelo grupo islâmico extremista Hamas em junho, com aexpulsão das forças seculares do Fatah, de Abbas. Israel não está cumprindo a sua parte do acordo de cessartoda a atividade de colonização na Cisjordânia, que écontrolada por Abbas. O Exército israelense matou um militante do Hamas perto dafronteira de Gaza com Israel no domingo, disseram as duaspartes. Os militantes usam o território para disparar mísseiscontra o sul de Israel. Em um comunicado recente, o Hamas assumiu aresponsabilidade, ao lado do grupo islâmico Jihad, peloincidente dos tiros que mataram os dois soldados israelensesperto de Hebron. Dois militantes também foram mortos na troca de tiros. O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, condenou osataques no sábado e disse que vários suspeitos já foram detidospelas forças de segurança. O ministro do Interior de Fayyad, Abdel-Razak al-Yahya,disse que o governo estava tomando medidas para desbaratar osgrupos militantes. (Reportagem adicional de Haitham Tamimi, em Ramallah, eNidal al-Mughrabi, na Faixa de Gaza)

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