Olmert avisa que continuará com assassinatos seletivos

O primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou nesta quinta-feira que continuará com sua política de ataques contra militantes palestinos, apesar do crescente número de vítimas civis registradas em ataques aéreos ocorridos na última semana na Faixa de Gaza.Em um discurso pronunciado em uma conferência econômica realizada na tarde desta quinta-feira, em Jerusalém, Olmert expressou seu pesar "do fundo do coração" pela morte de civis nos recentes ataques aéreos em Gaza. Mesmo assim, ele defendeu a política de atacar milicianos palestinos para impedir lançamentos de foguetes. "Israel continuará levando a cabo ataques seletivos contra terroristas e aquelas pessoas que causam danos aos cidadãos israelenses", afirmou.O Exército israelense matou 37 palestinos nas últimas duas semanas, entre eles sete crianças e adolescentes menores de 18 anos, segundo informou, nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP).O número de vítimas mortais inclui os membros da família Ghalia, mortos na praia de Beit Lahia, ao norte da Faixa de Gaza, e os irmãos mortos na quarta-feira em Jan Yunes, entre eles uma mulher grávida de sete meses. Todos foram mortos em ataques aéreos. Força aéreaA força aérea israelense iniciou nesta quinta-feira uma investigação técnica das falhas registradas nos últimos ataques contra milicianos palestinos em gaza, mesmo o país não cessando essas operações, segundo afirmou o general Eliezer Shkedi. "Contanto que não haja operações terrestres contra os terroristas, somos a única alternativa e a mais precisa", afirmou o oficial israelense para a rádio pública do país."A crescente freqüência com que mulheres e crianças palestinas são vítimas dos mísseis israelenses em uma era de equipamentos militares de alta precisão indica uma deliberada intenção, por parte de Israel, para causar o máximo de avarias humanas, físicas e psicológicas", disse o presidente palestino, Mahmud Abas, por meio de um comunicado.Abas e Olmert mantiveram nesta quinta-feira, na cidade jordaniana de Petra, um encontro informal. Segundo um porta-voz do Hamas, esse encontro é uma "desgraça para o sangue palestino derramado por Israel".

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