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Olmert deixa aberta posição de Israel sobre governo palestino

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, deu neste domingo uma resposta aberta ao governo de união palestino, dizendo que Israel está examinando os detalhes do acordo fechado na Arábia Saudita. "Israel não rejeita nem aceita o acordo", disse Olmert em sua primeira declaração pública sobre o pacto de poder feito em Meca pelas facções rivais Hamas e Fatah, na quinta-feira. "Neste estágio, nós, assim como a comunidade internacional, estamos estudando o que foi acertado exatamente e o que foi dito", afirmou Olmert em comentários transmitidos pela mídia antes do início da reunião semanal de gabinete. Olmert reiterou que Israel exigiu que qualquer novo governo palestino aceite as condições do Quarteto de mediadores da paz no Oriente Médio para que a ajuda à Autoridade Palestina seja retomada. O grupo, formado por Estados Unidos, União Européia, Rússia e Nações Unidas, quer que o grupo islâmico Hamas, que venceu a eleição no ano passado, reconheça Israel, renuncie à violência e aceite os atuais acordos de paz. Um assessor político do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, disse neste domingo que o novo governo, que deverá ser anunciado nos próximos dias, não reconhecerá Israel. Hamas e Fatah concordaram em encerrar o conflito que matou dezenas de palestinos e formar uma coalizão, esperando que isso convença as potências ocidentais a acabarem com as duras sanções econômicas. Autoridades israelenses, que falaram com a condição de manter o anonimato, disseram na sexta-feira que o acordo palestino não cumpre os termos do Quarteto. O grupo repetiu suas exigências ao Hamas na sexta-feira, mas não julgou se o acordo de união está de acordo com os termos. O jornal israelense Maariv disse que será realizado um encontro entre o presidente palestino, Mahmoud Abbas, do Fatah, Olmert e a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, no dia 19 de fevereiro, sob pressão dos EUA. Olmert não fez referência a este encontro nas declarações deste domingo. Ele disse que falou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e que recebeu garantias de que Moscou manterá a posição do Quarteto. Em comunicado na sexta-feira, o ministério do Exterior russo saudou o acordo de união e apelou pelo descongelamento da ajuda ao governo palestino.

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