Olmert descarta libertação de Marwan Barghouthi

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, descartou taxativamente a possibilidade de libertar o líder do Fatah na Cisjordânia Marwan Barghouthi, preso em Israel desde 2002. Olmert fez tal afirmação durante vôo a Washington, onde deve se reunir na segunda-feira com o presidente americano, George W. Bush, segundo a edição eletrônica do jornal The Jerusalem Post. "Não tenho intenções de dar detalhes sobre meus futuros contatos com os palestinos", disse Olmert, que na semana passada afirmou, em uma conferência em Tel Aviv, que "o presidente palestino, Mahmoud Abbas, não sabe o quão longe" ele está disposto a chegar nas conversas de paz. "Posso oferecer muito", acrescentou Olmert. As declarações de Olmert, às quais se somaram outras nas quais o premier disse que estava disposto a libertar presos palestinos, foram interpretadas por analistas políticos como a possibilidade de Israel pôr Barghouthi em liberdade. O primeiro-ministro israelense deve analisar com o presidente Bush vias para retomar o estagnado processo de paz com os palestinos e a ameaça do programa nuclear iraniano, segundo fontes governamentais. Barghouthi, ex-secretário-geral do Fatah na Cisjordânia e líder do braço armado dessa facção desde o ano 2000, quando começou a "Intifada de Al-Aqsa", cumpre pena em uma prisão de Israel após sua captura por comandos especiais israelenses em 2002 em Ramala. O deputado, que não reconheceu o tribunal civil que o condenou, cumpre cinco penas de prisão perpétua como autor intelectual do assassinato de cinco israelenses nas mãos de milicianos do Fatah que, segundo a acusação, atuaram com seu apoio e sob seu comando.

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