Olmert diz a generais que aprendam com erros no Líbano

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert se reuniu com os generais do Estado-Maior durante cinco horas, nesta sexta-feira, analisando o conflito contra a milícia do Hezbollah no Líbano, em 2006, e recomendou que eles não repitam os graves erros cometidos.A conferência, que terminou durante a madrugada, examinou os relatórios de 50 comissões de especialistas militares. Dan Halutz, que anunciou sua renúncia à chefia do Estado-Maior, havia encomendado uma análise dos erros e de possíveis soluções."Se alguém tivesse me dito, um dia antes de começar a invasão do Líbano, que hoje a fronteira ficaria em paz e que em lugar dos combatentes do Hezbollah haveria 15 mil soldados libaneses, assistidos por uma força internacional, eu teria respondido que era uma loucura", comentou Olmert, para elogiar o sucesso obtido pelas Forças Armadas."Porém, devemos utilizar as lições para investir nos recursos humanos e econômicos das Forças Armadas, de forma que os erros cometidos no Líbano não se repitam", acrescentou.O conflito de 34 dias começou em 13 de julho, após a captura por comandos do Hezbollah de dois soldados de uma patrulha israelense. Em 14 de agosto, o Conselho de Segurança da ONU decretou um cessar-fogo.Muitos reservistas, ex-chefes militares e políticos criticaram duramente os erros dos comandantes da campanha, que consideraram despreparados. Eles exigiram a renúncia de Halutz, de Olmert e do ministro da Defesa, Amir Peretz.Durante o debate, o general reformado Dan Shomron, ex-chefe das Forças Armadas, apresentou os resultados de uma investigação sobre a conduta dos generais do Estado-Maior. Alguns militares disseram durante o debate que, apesar da destruição da infra-estrutura do Hezbollah ao longo da fronteira, "o resultado foi marcado como um fracasso" das Forças Armadas.Olmert, que tentou convencer Halutz a ficar no cargo, elogiou o comandante. Ex-chefe da Força Aérea, ele será substituído pelo general reformado Gaby Ashkenazy, diretor do Ministério da Defesa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.