Olmert diz que papa aceitou convite para visitar Israel

Ao sair de uma audiência de 40 minutos com o papa Bento XVI nesta quarta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse ter convidado o pontífice para visitar seu país. "Ele confirmou sua disponibilidade", disse o premier. "No entanto, as datas serão definidas mais tarde".Segundo funcionários do Vaticano, onde foi realizado o encontro, Bento XVI teria dito que pensa em visitar Israel "quando as coisas se acalmarem".Olmert também aproveitou a oportunidade para pedir ao papa e aos católicos que condenem a realização de uma conferência no Irã para questionar a ocorrência do Holocausto, disse uma assessora do premier."O primeiro-ministro pediu ao papa que fale sobre a conferência de negação do Holocausto e que não fique só numa declaração", disse Miri Eisin, porta-voz de Olmert.Ela se referia à declaração contundente divulgada na terça-feira pelo Vaticano criticando a conferência. Organizada pelo presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, o simpósio reuniu teóricos e religiosos - alguns deles já condenados por incitar o racismo em seus respectivos países - que colocam em dúvida o fato de a Alemanha nazista ter usado câmaras de gás para matar judeus e outras minorias.Após a audiência, Olmert reuniu-se também com o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi. Na ocasião, Prodi declarou seu apoio ao intercâmbio de prisioneiros entre israelenses e palestinos e sugeriu que os dois lados negociem diretamente. "É necessário dialogar sobre esse assunto", disse o italiano.Israel e o Vaticano estabeleceram relações diplomáticas apenas na década de 90. No ano 2000, o papa João Paulo II visitou o país e depositou lá uma declaração em que pede perdão a Deus pelos pecados cometidos pela Igreja contra os judeus.

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