Olmert e Abbas discutem horizonte político palestino

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, se reunirão neste domingo pouco depois do meio-dia em Jerusalém com uma ampla agenda de assuntos a discutir, entre eles a futura constituição de um Estado palestino.A reunião começará às 13h (08h, em Brasília) no escritório do primeiro-ministro israelense. Trata-se do primeiro dos encontros que os dois líderes acordaram manter quinzenalmente durante a última visita à região, há duassemanas, da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.Como Rice anunciou na ocasião, os governantes abordarão em suas reuniões o denominado "horizonte político": a constituição de um Estado palestino e quais sistemas de Governo, legal ou econômico, teria após seu estabelecimento.Ficarão fora da agenda as "questões relativas ao estatuto final de algumas negociações" políticas, ou seja, os espinhosos temas do direito ao retorno dos refugiados palestinos, Jerusalém e a fixação de fronteiras entre os dois Estados (Israel e Palestina), precisou a porta-voz de Olmert, Miri Eisin.Olmert e Abbas também falarão dos esforços para libertar o soldado israelense Gilad Shalit, cativo desde junho do ano passado por milícias palestinas, disse, por sua parte, o porta-voz do primeiro-ministro, David Baker."Os temas da reunião de agora em diante serão sempre na mesma linha, como a luta para prevenir os ataques terroristas contra Israel e as medidas humanitárias a adotar para facilitar a vida dos palestinos", afirmou Baker.Na quarta-feira passada, o chefe de negociações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, apontou que Olmert e Abbas discutirão em sua reunião "diversos temas de importância".Entre eles figuram a extensão à Cisjordânia ocupada do cessar-fogo entre israelenses e palestinos vigente na Faixa de Gaza desde novembro, assim como o fim do boicote internacional ao Governo palestino, segundo Erekat.Além disso, Abbas pedirá a Olmert que Israel transfira à ANP os fundos que arrecada como agente de retenção de impostos e que mantém bloqueados desde a ascensão ao poder do movimento islamita Hamas há mais de um ano, acrescentou.

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