Olmert ironiza declarações do líder do Hamas

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ironizou nesta quinta-feira as declarações feitas em Damasco pelo líder do Hamas, Khaled Mashaal, de que a existência de Israel é "um fato consumado", o que se interpretou como seu reconhecimento à legitimidade do Estado judeu. "Isso quer dizer que não existíamos até agora, ou se espera de mim que leia e analise o que disse?", reagiu o chefe do governo israelense diante de representantes da imprensa israelense de sua comitiva na China, onde realiza uma visita oficial. O porta-voz do governo do Hamas na Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ghazi Hamad, desmentiu esta manhã em Gaza que o movimento tenha mudado de posição e esclareceu que o "Hamas não reconhece Israel". Mashaal teria afirmado que reconheceria Israel se o paísaceitasse antes o estabelecimento de um Estado palestino dentro das "fronteiras de 1967", de antes da guerra daquele ano, em Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.Por enquanto, a posição oficial do movimento é que, caso seja criado um Estado palestino, o Hamas estará disposto a declarar um cessar-fogo de longa duração. O Hamas se nega a reconhecer a legitimidade do estado de Israel, proclamado com o aval de uma resolução da ONU de 14 de maio de 1948, data na qual expirava o Mandato Britânico sobre a Palestina, por considerar que se instalou em terras "sagradas" do Islã.A negativa dos islâmicos palestinos a reconhecer Israel é uma das divergências que o primeiro-ministro da ANP, Ismail Haniyeh, mantém com o presidente Mahmoud Abbas, e uma das causas pelas quais não conseguem formar um governo de unidade para superar a grave crise econômica na Cisjordânia e em Gaza.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.