Olmert oferece apenas retirada civil, não militar, diz ministro

O Exército israelense não se retirará da Cisjordânia até alcançar um acordo de paz com os palestinos, assegurou o ministro de Segurança Interior, Gideon Ezra, ao explicar que os planos do primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, contemplam apenas "uma retirada civil". "Todo o território (da Cisjordânia) seguirá sob o controle do Exército de Israel", assegura Ezra em declarações publicadas hoje pelo jornal Jerusalem Post. Israel evacuou os 8.000 colonos judeus que viviam em Gaza em agosto passado e em setembro evacuou o Exército, que entregou o controle da parte mediterrânea às autoridades palestinas. Kadima centrou sua campanha para as eleições de 28 de março na necessidade de fixar as fronteiras definitivas do Estado de Israel para proteger a maioria judia dentro da chamada Linha Verde, e assim expôs Olmert em uma série de entrevistas à imprensa. Mas a campanha deu munição aos partidos de extrema direita, entre eles o Likud, para atacar os planos de seu principal rival e acusar o Kadima de "premiar o Governo terrorista do Hamas". Segundo a propaganda eleitoral do Likud, "as fronteiras de Olmert são as fronteiras do terrorismo", já que uma nova retirada encorajará os grupos palestinos a seguir a luta armada, em lugar de se afastar dela e negociar. No entanto, Ezra esclareceu que em nenhum momento Olmert defendeu a retirada militar da Cisjordânia, e que o exemplo que pensa seguir é o que Israel realizou em agosto no norte desse território palestino.

Agencia Estado,

13 Março 2006 | 07h08

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