Olmert ordena que Exército negocie trégua com palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o titular da Defesa, Amir Peretz, ordenaram às Forças Armadas que negociem com os chefes da segurança palestina a fim de criar um mecanismo para consolidar o cessar-fogo na Faixa de Gaza.Os primeiros contatos já foram feitos com os chefes palestinos do governo do Hamas, liderado pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, segundo a edição desta sexta-feira do jornal Yedioth Ahronoth. O chefe da Divisão de Gaza, coronel Moshé Tamir, já se reuniu com um representante da segurança palestina no território autônomo sob controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP), acrescenta o jornal, e em breve o general Yoav Galant, chefe da região militar do sul de Israel, fará o mesmo.Israel aceitou no último sábado uma proposta das milícias de Gaza para um cessar-fogo, depois de o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, líder do movimento nacionalista Fatah, ter comunicado a Olmert que a trégua havia sido firmada com as diferentes facções.Nos partidos direitistas que militam na oposição parlamentar e entre alguns chefes das Forças Armadas há a impressão de que a trégua em Gaza é "uma armadilha", e que as milícias a aproveitarão para se reorganizar, após sofrer duros golpes durante as operações do Exército, e para se rearmar.O general Galant debaterá com a ANP a necessidade de impedir o contrabando de armas e munição do Egito para as milícias de Gaza, que continuam apesar da trégua, segundo fontes militares de Israel.Exceto algumas violações menores do cessar-fogo em reação às operações militares do Exército israelense na Cisjordânia, a trégua - que incluiu a retirada das tropas israelenses que operavam em Gaza - prossegue.O chefe das Forças Armadas, general Dan Halutz, disse estasemana, ao ser questionado no Parlamento, que o governo aceitou a trégua dos palestinos após "consultar parcialmente" o Estado-Maior militar, mas desmentiu que essa descrição fosse uma crítica velada contra a decisão de Olmert e Peretz.A rádio pública informou nesta sexta que Halutz e outros oficiais superiores israelenses se opõem a estender o cessar-fogo como exigem os palestinos. As fontes militares citadas pela emissora sustentam que são cruciais as operações do Exército e dos agentes secretos do Serviçode Segurança Geral na Cisjordânia para impedir ataques de suicidas palestinos e outros em cidades de Israel.

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