Olmert pede mais 10 dias para finalizar ofensiva

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse a Secretária de Estado Americana, Condoleezza Rice, que precisaria de mais 10 dias ou duas semanas para encerrar a ofensiva no Líbano, revelou um oficial do governo israelense.Olmert se encontrou com a secretária na noite de sábado para discutir os 19 dias de ofensiva israelense no sul do Líbano. A reunião aconteceu antes do ataque aéreo ao vilarejo de Qana, onde mais de 50 pessoas morreram neste domingo, a maioria crianças e mulheres.Uma nova reunião está programada para este domingo à noite. Direito de atacarUm terceiro oficial da Casa Branca reafirmou neste domingo que os Estados Unidos apóia o direito de Israel de se defender e sustentou neste domingo que um acordo para o fim do conflito está próximo.O subsecretário de Estado, Nicholas Burns, expressou otimismo mesmo após o ataque israelense que matou 56 pessoas, a maioria crianças, no sul do Líbano. A secretária Condoleezza Rice cancelou a visita que faria ao Líbano e decidiu se reunir mais uma vez com o primeiro-ministro israelense. Ela deve voltar para os Estados Unidos na segunda-feira.Burns disse que os Estados Unidos estão comprometidos em assegurar o cessar-fogo com a participação de uma força multinacional na região. "Hoje é um dia muito triste. Nós estamos trabalhando em direção ao cessar-fogo", garantiu. Ele ainda acrescentou: "Nós estamos perto de um acordo político entre Israel e Líbano".Na avaliação de Burns, estas duas semanas não foram "boas para o Hezbollah" mas que os Estados Unidos ficaram preocupados sobre a continuidade da ofensiva.No entanto, o governo americano insiste que qualquer cessar-fogo deve vir com condições, entre elas o desarmamento do Hezbollah. "Nós temos que ver um cessar-fogo sustentável e ter certeza que o Hezbollah não vai atacar de novo", disse.Burns não voltou atrás da posição americana: "Os Estados Unidos acredita, e qualquer país acredita, que Israel tem o direito de seu auto-defender. Israel foi atacado há duas semanas atrás", reforçou. Ele reiterou que os Estados Unidos está tentando influenciar os países para um acordo, além de viabilizar a ajuda humanitária e a força internacional.

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