Olmert põe em dúvida acordo de paz em um ano

O prazo para o acordo de paz entre Israel e palestinos acertado na semana passada, em conferência mediada pelos Estados Unidos, que estabelecia o mês de dezembro de 2008 como meta para um entendimento entre as duas partes, não está garantido. A advertência foi feita ontem pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, durante uma reunião com o gabinete.Olmert disse que o progresso do acordo depende da habilidade dos palestinos de controlar os militantes."Nós faremos um esforço em manter agilidade nas negociações, na esperança de chegarmos ao fim delas até o fim de 2008, mas certamente não há nenhum comprometimento", disse o primeiro-ministro.A declaração de Olmert antecede em um dia a libertação de 429 prisioneiros palestinos, marcada para hoje - um gesto que gerou críticas dos políticos de linha radical que compõem o gabinete do primeiro-ministro.Uma declaração do ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, também deve aumentar a pressão sobre Olmert. Ele diz apoiar uma medida que dá compensações aos israelenses assentados na Cisjordânia que deixarem suas casas voluntariamente. A medida seria aplicada fora da barreira de contenção de Israel ao longo da região - onde estão os principais assentamentos, com mais de 160 mil moradores. Caso sejam compensados, outros 80 mil assentados não beneficiados pediriam compensação. A remoção dos postos de observação do Exército israelense e a interrupção de qualquer construção nos assentamentos foram condições reafirmadas no encontro mediado nos Estados Unidos semana passada.

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