Olmert pretende ficar no poder apesar de impopularidade

O criticado primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, declarou nesta quinta-feira, 15, que continuará a liderar o país, apesar de sua impopularidade.O apoio a Olmert abalou-se assim que a guerra do Líbano começou. "Eu sou um primeiro ministro impopular", admitiu Olmert em uma reunião com partidários ativistas.Ignorando as críticas, ele disse que "apesar de estarmos no meio de uma temporada de caça, eu sinto muito em desapontar meus detratores. Estou aqui pra governar".Olmert falou após uma comissão investigativa da guerra do Líbano dizer que incluiria conclusões pessoais em seu relatório, deixando implícito que Olmert e seu ministro da Defesa, Amir Peretz, estariam dispostos a agüentar criticas árduas, levando à especulação de que Olmert encararia pressão para renunciar."Eu não estou preparado para entregar por essa histeria", disse Olmert. "Não estou preparado para trabalhar de acordo com a popularidade".Pesquisa eleitoralUma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 15, mostrou que Tzipi Livni, ministra das Relações Exteriores de Israel, é a favorita para liderar o partido governista Kadima se Olmert deixar o cargo.Segundo a pesquisa, quase 34% dos israelenses disseram apoiar Livni para liderar o Kadima e substituir Olmert se ele deixar o cargo.Em outra parte da sondagem, quase 30% disseram preferir que Olmert seja substituído por um novo gabinete liderado pelo Kadima, e 26% afirmaram preferir Benjamin Netanyahu, líder direitista e primeiro colocado nas recentes pesquisas.

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