Olmert sofre investigação criminal sobre venda de banco

A promotoria de Israel ordenou nesta terça-feira uma investigação criminal sobre o papel do primeiro-ministro, Ehud Olmert, na privatização em 2005 do segundo maior banco israelense, informou o Ministério da Justiça em comunicado. "O promotor (Eran Shendar) ordenou a abertura de uma investigação criminal", disse o comunicado. A resposta do gabinete de Olmert foi imediata. "O primeiro-ministro vai cooperar totalmente com qualquer investigação", disse um assessor do premier. O controlador estatal de Israel está investigando se Olmert privilegiou os interesses de dois empresários, descritos pela imprensa como amigos próximos do premier, na venda do Banco Leumi, há dois anos. Nenhum dos dois comprou o banco, e Olmert, que era ministro das Finanças na época, nega ter feito algo de errado. Mas a oposição não perdeu tempo em pedir a cabeça do premier. Segundo o legislador do oposicionista Likud Yuval Steinitz, o primeiro-ministro deveria renunciar, antecipando as eleições. O legislador Ran Cohen, membro do partido de esquerda Meretz, disse à Rádio Israel: "Esse é o começo do fim para Olmert". O governo de Olmert tem sofrido com repetidos escândalos políticos e críticas sobre a inconclusiva guerra entre Israel e o grupo guerrilheiro libanês Hezbollah. Uma pesquisa publicada na sexta-feira mostrou que a aprovação de Olmert caiu para 14% e que seu partido Kadima, de centro, perderia quase dois terços de sua força em uma nova eleição.

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