OLP admite força internacional para deter violência em Gaza

Saeb Erekat nega que Fatah e Hamas tenham chegado a um acordo de cessar-fogo

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

O chefe de Negociações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, admitiu nesta quinta-feira, 14, o posicionamento de uma força internacional para conter o conflito interno palestino em Gaza, dizendo que "todas as opções estão abertas".Erekat, um dos principais conselheiros do pressente palestino, Mahmoud Abbas, qualificou a situação na Faixa de Gaza de "nefasta". Ele afirmou que, apesar dos esforços dos dirigentes de chegar a um acordo e reduzir a tensão, "a situação apenas se deteriora".Erekat negou as informações de que o movimento Fatah, liderado por Abbas, e o islâmico Hamas, do primeiro-ministro Ismail Haniyeh, tinham chegado a um novo acordo de cessar-fogo."Os mediadores egípcios continuam negociando uma trégua entre as partes. Estamos tentando chegar a um acordo", comentou, sem explicar o que impede o consenso.O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, consultou na quarta-feira o Conselho de Segurança sobre a possibilidade de postar uma força multinacional para deter o conflito interno palestino em Gaza.Ban disse que o presidente palestino pediu a ele que considerasse o envio de uma força de intervenção. Mas acrescentou que ainda tem muitas dúvidas sobre o tema."Ainda não está claro se aceitamos uma presença internacional em Gaza, onde ficaria, sob que termos e qual seria sua missão", disse o secretário-geral.IsraelO primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que deve viajar na próxima semana aos Estados Unidos, solicitará numa reunião com Ban o envio de uma força multinacional da ONU à Rota Filadélfia, ao longo da fronteira sul da Faixa de Gaza, informou a rádio pública israelense.Olmert também se reunirá com o presidente George W. Bush, dia 19 de junho.A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, inicia nesta quinta uma viagem por vários países europeus. Ela vai discutir a situação nos territórios palestinos com seus colegas, inclusive "a questão do posicionamento de uma força internacional", disseram fontes do Ministério.O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, mencionou na quarta que a União Européia (UE) está disposta a considerar fazer parte de uma força internacional militar ao sul da Faixa de Gaza.

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