Omã adverte Israel a não impedir viagem de Arafat

Israel destruirá o plano de paz saudita se impedir que o líder palestino Yasser Arafat viaje para o Líbano para uma cúpula árabe que se realizará em março, disse o ministro de Relações Exteriores de Omã. "Se os israelenses não compreenderem isto, perderão uma oportunidade histórica", disse Youssef bin Alawi, que chefia o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Durante reunião de dois dias entre ministros do CCG e a União Européia (UE), bin Alawi disse que a proposta saudita depende de Israel deixar de restringir os movimentos de Arafat, para que o líder palestino possa comparecer à cúpula de 27 e 28 de março em Beirute. "Se Israel insistir em bloquear os movimentos do presidente Arafat, devemos interpretar isso como Israel não querendo a paz com o mundo árabe". A advertência de bin Alawi ocorre após uma onda de apoio de outros países à proposta apresentada pelo príncipe herdeiro saudita Abdullah. O plano propõe que os países árabes normalizem as relações com Israel, se este país se retirar dos territórios que ocupou durante a guerra de 1967. Em um comunicado, a UE disse que o plano era "uma contribuição significativa" para relançar as propostas de paz no Oriente Médio. "Israel se beneficiará muito", disse o ministro em entrevista à imprensa. "Isto nos conduziria a uma cooperação real e genuína entre Israel e os países árabes. Israel se converteria em uma parte real do Oriente Médio." Os representantes europeus disseram que a UE estava trabalhando arduamente para facilitar o diálogo entre Arábia Saudita e Israel sobre as propostas. Embora tenham admitido que Israel pode não aceitar uma retirada completa, disseram ter pedido a Israel que a aceitasse como base para as negociações.

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