OMS avalia origem animal de novo coronavírus

A agência britânica de Proteção à Saúde publicou uma sequencia genética antecipada do novo vírus relacionado à síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) segundo a qual a patologia tem ligação com vírus oriundos de morcegos. Cientistas consideram que camelos, ovelhas e cabras também podem ter implicação com a síndrome.

AE, Agência Estado

28 de setembro de 2012 | 19h01

Até agora, as autoridades identificaram apenas dois casos confirmados e avaliam que o coronavírus não é tão infeccioso quanto a Sars, que matou centenas de pessoas, principalmente na Ásia, em um surto global de 2003.

Em Genebra, a porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Glenn Thomas, disse hoje que as informações do momento indicam que o vírus "não é facilmente transmissível de pessoa para pessoa", mas as análises ainda estão em andamento.

Segundo a OMS, é cedo demais para mensurar a ameaça do vírus, visto que não se sabe exatamente como ele é transmitido nem se ele evoluirá para uma forma mais perigosa. Autoridades da saúde global suspeitam que as duas vítimas diagnosticadas, ambas em países do Oriente Médio, podem ter contraído o vírus de animais.

"É uma possibilidade lógica considerar qualquer animal presente em grande quantidade na região", disse Ralph Baric, especialista em coronavírus da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

"Biólogos agora precisam ir a campo e colher amostras de todos os animais que conseguirem, inclusive camelos e cabras", destacou. Baric afirmou que é crucial descobrir o quanto o vírus se alastrou em animais e que tipo de contato pode oferecer riscos às pessoas. As informações são da Associated Press.

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