OMS declara emergência mundial de poliomielite

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta segunda-feira (05) emergência sanitária mundial diante do número crescente de contaminações por poliomielite em pelo menos dez países da Ásia, da África e do Oriente Médio. Segundo a OMS, os contágios podem crescer nos próximos meses e atrapalhar os esforços de quase três décadas para erradicar a doença.

AE, Agência Estado

05 Maio 2014 | 15h17

De janeiro a abril deste ano, 68 casos já haviam sido confirmados, contra 24 em igual período do ano passado. A agência descreveu o atual surto de pólio na Ásia, na África e no Oriente Médio como um "evento extraordinário" que exige uma resposta internacional coordenada. É a primeira vez que a entidade faz esse tipo de alerta para a doença.

A preocupação maior é com países que antes estavam livres da pólio e que, por conta de guerras civis e conflitos internos, apresentam uma dificuldade maior de conter o vírus, como Síria, Somália e Iraque. As demais nações atingidas são Paquistão, Nigéria, Etiópia, Afeganistão, Guiné Equatorial, Camarões e Quênia. A situação no Paquistão, inclusive, foi classificada pela entidade como "um barril de pólvora", pois dezenas de paquistaneses morreram de pólio nos últimos dois anos e a maior parte dos novos casos foi registrada no país.

"Até que seja erradicada, a pólio continua a se espalhar internacionalmente, encontrando e paralisando crianças susceptíveis", disse o Dr. Bruce Always, que lidera a equipe de combate à doença na OMS. A pólio é mais comum em crianças de até cinco anos e é mais frequentemente transmitida por meio de água infectada. Não há cura específica, mas existem várias vacinas.

A partir de agora, algumas medidas deverão ser adotadas, como exigir das pessoas que moram nos países atingidos um certificado de vacinação contra a pólio antes de fazer viagens internacionais. A OMS gasta cerca de US$ 1 bilhão por ano em esforços para erradicar a doença. Um conselho de monitoramento independente da entidade, no entanto, pede que a estratégia de erradicação seja revista, já que os prazos estipulados para acabar com a doença já foram perdidos em diversas oportunidades. Fonte: Associated Press.

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