OMS diz que esforços de combate a cigarro são insuficientes

Os esforços de combate ao tabaco quepretendem evitar dezenas de milhões de mortes desnecessáriasnão têm obtido os resultados desejados, e nenhum país adotoupor completo as recomendações da Organização Mundial da Saúde(OMS) para a área, disse a entidade na quinta-feira. Em sua primeira avaliação ampla sobre o consumo de tabacono mundo e os esforços de controle, a OMS descobriu que apenas5 por cento da população mundial vive em países que protegem aspessoas por meio de alguma das medidas de combate ao fumoestipuladas por essa entidade internacional. Além disso, as análises da OMS descobriram que 40 por centodos países ainda permitem o fumo em hospitais e escolas, aopasso que apenas 5 por cento da população mundial mora emnações que proibiram a publicidade envolvendo o cigarro. "Apesar de os esforços de combate ao cigarro estaremganhando força, quase todos os países precisam se dedicarmais", afirmou Margaret Chan, diretora-geral da entidade, em umcomunicado. A OMS apresentou seis medidas antifumo que, segundo Chan,"podem ser adotadas por qualquer país, rico ou pobre, e que,quando combinadas em um pacote, oferecem-nos as melhoreschances de reverter essa epidemia ainda em expansão." As seis estratégias consistem em: monitorar o fumo e aspolíticas de prevenção; proteger as pessoas da fumaça docigarro; oferecer ajuda para os que desejam abandonar o vício;alertar sobre os perigos do cigarro; proibir a veiculação depropaganda, a promoção ou o patrocínio de cigarro; elevar osimpostos que incidem sobre o cigarro. O relatório descobriu que governos do mundo todo, a cadaano, arrecadam 500 vezes mais dinheiro com os impostos dotabaco do que gastam nos esforços de combate ao fumo. Chan divulgou o Relatório da OMS sobre a Epidemia Global deCigarro em uma entrevista coletiva realizada ao lado doprefeito de Nova York, Michael Bloomberg, cuja instituiçãoBloomberg Filantropia ajudou a custear a elaboração dorelatório. O documento descreveu como é particularmente preocupante ofato de a epidemia de cigarro estar se alastrando pelo mundo emdesenvolvimento, em parte porque a indústria do tabaco passou adirigir suas campanhas aos jovens e adultos desses países. Como resultado, a OMS disse que cerca de 80 por cento dasmortes relacionadas com o consumo de cigarro e previstas paraocorrer até 2030 devem dar-se no mundo em desenvolvimento. (Reportagem de Bill Berkrot)

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