OMS mudará critérios para pandemia de gripe suína

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou hoje que mudará as regras para considerar a Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, uma pandemia. Sob pressão política de muitos seus 193 países integrantes, a entidade irá considerar mais fatores além da disseminação do vírus antes de declarar uma epidemia global. A organização alega que "correções de curso" nos critérios são necessárias e estão sendo feitas.

AE-AP, Agencia Estado

22 de maio de 2009 | 19h36

"O que nós realmente procuramos são eventos que poderão significar um incremento substancial no risco de atingir as pessoas", disse o chefe de epidemiologia da OMS, Keiji Fukuda, em Genebra, na Suíça. "Agora os países nos dizem que mover a classificação da gripe da fase 5 para a fase 6 não ajudará", afirmou. Segundo ele, a letalidade do vírus poderá ser um dos critérios a ser constatado antes da enfermidade ser declarada uma pandemia.

Muitos países temem que uma declaração de pandemia leve pânico às populações e tenha repercussões econômicas e políticas negativas. No começo desta semana, a Grã-Bretanha e outras nações pediram à OMS que reconsidere seus critérios para definir uma pandemia. Atualmente, a gripe suína é classificada na fase 5. Se passar à fase 6, será considerada uma pandemia pela entidade internacional.

O vírus da doença é "astuto" e provavelmente continuará a se disseminar por mais países e dentro de nações já afetadas, afirmou Margareth Chan, diretora-geral da OMS. De acordo com a entidade, 11.168 casos foram confirmados por testes de influenza A (H1N1) em 42 países. No total, 86 pessoas morreram. No balanço de ontem, a OMS apontava 11.034 ocorrências e 85 mortes. A Rússia informou hoje o primeiro registro da doença no país.

Os Estados Unidos registraram até agora o maior número de casos confirmados por testes de laboratório, 5.764 - aumento de 54 casos ante ontem -, enquanto o México segue em segundo lugar, com 3.892 casos confirmados. O Japão aumentou o número de casos confirmados de 35 para 294, enquanto no Chile, o número subiu de 19 para 24. Do total de 86 óbitos provocados pela doença, 75 aconteceram no México, nove nos EUA, um na Costa Rica e outro no Canadá.

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