OMS pede ação drástica para conter pior surto de ebola do mundo

Um surto de ebola na Guiné se transformou em uma crise internacional que pode se espalhar para mais países, disse a Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira, pedindo uma ação drástica para combater a mortal epidemia.

REUTERS

26 de junho de 2014 | 11h53

Apesar dos esforços feitos por autoridades de saúde e organizações internacionais para conter a propagação da doença, a OMS registrou 635 infecções, incluindo 399 mortes, na Guiné, Serra Leoa e Libéria desde que o surto começou em fevereiro.

A crise já representa o surto mais mortal desde que o ebola emergiu na África em 1976, e o número de infecções continua a crescer.

“Este não é mais um surto específico de um país, mas uma crise sub-regional que requer ação firme de governos e parceiros”, disse Luis Sambo, diretor regional da OMS para a África, em uma comunicado.

“A OMS está preocupada com a recorrente transmissão além das fronteiras de países vizinhos, assim como o potencial de propagação internacional”, disse ele.

Em resposta à piora de crise, a OMS disse que vai realizar uma reunião especial de ministros da Saúde de 11 países em Acra, Gana, em 2 e 3 de julho, para desenvolver um plano abrangente de resposta entre os países.

O ebola —com uma taxa de mortalidade de até 90 por cento, sem vacina ou cura conhecida— ainda não havia ocorrido anteriormente na região do oeste da África.

O vírus inicialmente causa febre, dores de cabeça, dores musculares, conjuntivite e fraqueza, antes de ir para fases mais severas, com vômito, diarreia e hemorragia interna e externa.

(Por Joe Bavier)

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