OMS pede corredor humanitário em Gaza para tratar feridos

Agência da ONU afirmou que hospitais foram destruídos no conflito e quer retirar as pessoas feridas do local e levar remédios

O Estado de S. Paulo

25 Julho 2014 | 09h32

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta sexta-feira, 25, a abertura de um corredor humanitário em Gaza para retirar os feridos e levar remédios essenciais à população. "O corredor humanitário deve ser criado para proteger o trânsito seguro de pacientes rumo a pontos de saída de Gaza e para que recebam tratamento médico", declarou.

Paralelamente, "o transporte de ajuda essencial deve ser facilitado nos pontos de passagem entre Gaza e Israel e os países vizinhos", acrescentou a OMS.

Quatro hospitais do território palestino sofreram danos desde o início da ofensiva militar israelense, no dia 8, confirmou a organização. 

O hospital de al-Aqsa, último a ser afetado, foi "alvo de um tiro direto que resultou em mortos e feridos, com um prejuízo severo às áreas cirúrgicas, de terapia intensiva e do equipamento para salvar vidas". O local contava com uma centena de camas e era o principal hospital no centro de Gaza.

Além disso, 12 clínicas, dez ambulâncias, um centro especializado para pessoas incapacitadas e duas estações de desalinização de água foram danificados. "A cada dia, mais hospitais, clínicas e ambulâncias são danificadas e destruídas, reduzindo mais e mais a capacidade do sistema sanitário para atender o crescente número de feridos", afirmou a OMS.

O Programa Mundial de Alimentos, outra agência especializada da ONU, assinalou que conseguiu fornecer alimentos de emergência a 160 mil pessoas em Gaza, além das 285 mil que habitualmente atende. Isso significa um aumento de 50 mil em dois dias, disse a porta-voz da agência em Genebra, Elizabeth Byrs. /EFE

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