he Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS
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OMS pede fim do 'nacionalismo da vacina' contra a covid-19

Entidade global afirmou que agir em conjunto deve ser do interesse nacional de todos os países

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 08h59

GENEBRA - Os países que colocam seus próprios interesses à frente dos outros na tentativa de garantir o fornecimento de uma possível vacina contra o coronavírus estão piorando a pandemia, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta terça-feira, 18.

“(Agir) estrategicamente e globalmente é, na verdade, do interesse nacional de cada país —ninguém está seguro até que todos estejam seguros”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa virtual, pedindo o fim do “nacionalismo da vacina”. 

Ele disse que enviou uma carta a todos os membros da OMS pedindo que se unissem ao esforço multilateral da Covax para a vacina.

Mais de 21,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e 772.647 morreram, de acordo com uma contagem da Reuters.

O Estadão mostrou no fim de semana que a pressa russa por desenvolver uma vacina expõe uma disputa geopolítica capaz de atrasar cura da covid. Especialistas em saúde alertam que atropelo de regras para se chegar primeiro a um imunizante – obsessão que evoca as corridas e espacial e nuclear – pode tornar a pandemia mais duradoura, ao impedir uma alocação mais eficiente das doses

Ao menos 165 vacinas contra o coronavírus foram criadas, e 31 vacinas em testes em humanos. / Com informações da Reuters 

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