REUTERS/Denis Balibouse
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OMS pede unidade e solidariedade aos países na luta contra o coronavírus

Organização Mundial da Saúde exaltou campanha lançada pela Comissão Europeia para arrecadar fundos para desenvolver vacina contra o coronavírus; valor chegou a R$ 45 milhões

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 14h23

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, 4, que é preciso haver unidade nacional e solidariedade global para combater a pandemia que já contaminou 3,5 milhões de pessoas e matou mais de 248 mil.

A entidade informou que irá atualizar seu plano estratégico de resposta ao vírus nesta semana, com novos dados sobre necessidade de financiamento e a melhor forma de atender planos internacionais e nacionais de combate ao novo coronavírus. 

"Este vírus estará conosco por um longo tempo e devemos nos reunir para desenvolver e compartilhar as ferramentas para derrotá-lo", afirmou Tedros, horas após participar de uma reunião com a Comissão Europeia para tratar de uma campanha para arrecadar fundos para desenvolvimento, produção e distribuição de uma vacina contra a covid-19. Representantes de 40 países participaram. "Enquanto alguém estiver em risco, todos estão em risco", lembrou o etíope. 

Tedros qualificou a ação como um exemplo poderoso de solidariedade mundial para combater o vírus e celebrou que o grupo conseguiu cerca de 7,5 bilhões de euros (R$ 45 bilhões). Além dos países, participam fundações e parceiros do setor privado.  

"Devemos fazer com que (a vacina) esteja disponível e a preços acessíveis. Ela é nossa melhor oportunidade para vencer o vírus", afirmou Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que idealizou a campanha. 

Diversos países doaram recursos para o fundo nesta segunda,  com destaque para Japão (772 milhões de euros), Canadá (551 milhões), Alemanha (525 milhões), França (510 milhões), Arábia Saudita (456 milhões) e Reino Unido (441 milhões). A União Europeia doou 1 bilhão de euros. 

"A medida definitiva de sucesso (no combate à pandemia) não será a rapidez com que vamos desenvolver ferramentas, será o quão igualmente podemos distribuí-las. Nenhum de nós pode aceitar um mundo em que algumas pessoas estejam protegidas enquanto outras permanecem em risco", afirmou Tedros. 

Tedros destacou ainda que será necessário mais ações similares para atender a demanda de equipamentos de proteção individual e suprimentos essenciais. 

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