OMS quer acelerar tratamento experimental contra ebola

A OMS disse que o sangue de sobreviventes poderia ser usado imediatamente para o tratamento do vírus

Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2014 | 19h02

A fim de restaurar a esperança no meio da crise do ebola, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira que iria acelerar o desenvolvimento de tratamentos experimentais e de vacinas para conter a epidemia que se espalha na África Ocidental.

Depois de um reunião de dois dias com mais de 200 especialistas para determinar qual tratamento do ebola deveria ser usado preferencialmente, a OMS disse que o sangue de sobreviventes poderia ser usado imediatamente, retirado das milhares de pessoas que sobreviveram ao vírus que tem 50% de chance de matar e não dispõe de tratamentos aprovados.

"Temos de mudar o sentimento de que não há esperança", disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da OMS, nesta sexta-feira.

Ainda que as clínicas na África estejam com falta de profissionais e de suprimentos básicos, algumas informaram que teoricamente seria possível oferecer sangue de sobreviventes agora. Especialistas acreditam que os anticorpos no sangue dessas pessoas podem ajudar outros pacientes a combaterem o vírus por tempo suficiente para que seu sistema imunológico responda.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, alertou que o sangue dos sobreviventes teria de ser analisado para verificar se há presença de HIV, malária ou outras doenças antes de ser usado no tratamento.

Kieny disse que o painel de especialistas da OMS também identificou duas vacinas promissoras contra a doença e que resultados prévios de testes iniciados nos EUA estariam disponíveis em novembro. Se forem positivos, Kieny afirmou que profissionais de saúde na África Ocidental podem receber doses para testar sua eficácia.

A médica afirmou que não há evidências suficientes que o medicamento ZMapp funcione, mas que há "sinais encorajadores". O remédio foi usado em sete pacientes, sendo que dois deles morreram. Fonte: Associated Press.

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