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OMS revê para baixo produção de vacinas para gripe A

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu hoje que a produção anual de vacinas para o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, será bem menor que o previsto: era 94 milhões de doses por semana. O porta-voz da entidade informou que o número de doses produzidas em um ano será inferior que a meta anterior - 4,9 bilhões de doses por ano. A produção será reduzida pois as empresas ainda estão produzindo as vacinas para a gripe sazonal, a qual pode ser muito séria para pessoas doentes e para idosos, lembrou o funcionário. Com isso, a expectativa de produção semanal caiu, disse, sem fornecer uma nova estimativa.

AE-AP, Agencia Estado

18 de setembro de 2009 | 12h48

Os Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e mais seis países anunciaram ontem que destinarão parte de seus estoques de vacinas da nova gripe para países pobres. A OMS elogiou a medida hoje, afirmando ela que "demonstra o compromisso desses países na justiça da distribuição de recursos escassos". "Os suprimentos atuais de vacinas são inadequados para uma população mundial na qual virtualmente todos estão suscetíveis à infecção por um vírus novo e rapidamente contagioso", disse a entidade.

A OMS afirma que, em teoria, todas as 6,3 bilhões de pessoas do mundo devem receber pelo menos uma dose de vacina para a nova gripe. Com isso, a organização sustenta que haveria uma proteção abrangente contra o vírus, que já matou pelo menos 3.486 pessoas, segundo os mais recentes dados da OMS, divulgados hoje. Houve 281 novas mortes pela doença em uma semana, notou a entidade.

Testes clínicos

O porta-voz da OMS indicou que os testes clínicos têm apontado que uma dose é suficiente para imunizar contra o vírus. Em maio, a entidade previu a produção semanal de 94,3 milhões de doses, caso a produção de vacina em larga escala fosse atingida. A notícia foi também tratada em comunicado hoje da chefe da organização, Margaret Chan. O texto afirma que "os atuais suprimentos de vacina são inadequados para uma população mundial em que virtualmente todos estão suscetíveis à infecção por um vírus novo e rapidamente contagioso".

A maior quantidade de mortes pela gripe A ocorreu nas Américas, com 2.625 vítimas. Na região da Ásia e do Pacífico houve 620 mortes e, na Europa, mais 140. No Oriente Médio, 61 pessoas morreram após contraírem o vírus, enquanto na África houve 40 vítimas. A organização notou que a transmissão segue intensa na América do Sul e Central e na Ásia, enquanto em regiões temperadas do Hemisfério Sul, como Austrália e África do Sul, a Influenza A (H1N1) perde força. Com informações da Dow Jones.

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