Onda de ataques mata 25 soldados no Tajiquistão

Uma série de ataques realizados por insurgentes islamitas no Tajiquistão deixou ao menos 25 soldados mortos e outros 20 feridos, segundo informações dos militares. O governo tajique atribuiu o ataque a um grupo "terrorista" internacional, liderado pelo carismático ex-comandante da guerra civil tajique Mullo Abdullo.

AE, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 12h13

O Ministério da Defesa anunciou uma grande operação para responder ao ataque, enviando forças especiais e helicópteros para a remota região montanhosa a leste da capital, usada há tempos como refúgio para militantes islamitas. Os militares acreditam que Mullo Abdullo voltou ao país a partir do Afeganistão. Um porta-voz do Ministério da Defesa local afirmou que o "grupo terrorista" inclui militantes e mercenários vindos de Paquistão, Afeganistão e Chechênia.

O vizinho Quirguistão informou nesta segunda-feira que fechou sua fronteira com o Tajiquistão e despachou suas forças especiais para a região fronteiriça, temendo que a violência cruzasse os países. "O Quirguistão fechou completamente sua fronteira com o Tajiquistão", disse Cholponbek Turusbekov, vice-chefe do serviço de guarda fronteiriça quirguiz, em entrevista à rádio Azattyk.

O Tajiquistão, um país de maioria muçulmana, é o Estado mais pobre oriundo do colapso da União Soviética, ocorrido há quase duas décadas. O país sofreu uma série de recentes atentados, atribuídos pelo governo a militantes islamitas. Esses recentes ataques em território tajique foram atribuídos pelo governo local ao Movimento Islâmico do Usbequistão, um grupo militante filiado à rede extremista Al-Qaeda e considerado terrorista pelos EUA. As informações são da Dow Jones.

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