Onda de calor já matou mais de 1.800 na Índia

Os Estados mais afetados são Andhra Pradesh e Telangana, no sul

O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2015 | 16h53

NOVA DÉLHI - As altas temperaturas, que têm provocado falta d'água em milhares de povoados da Índia, elevaram ontem para 1.826 o número de mortos nas últimas semanas. Os meteorologistas classificaram a onda de calor como "grave" e advertiram que ela continuará durante pelo menos mais dois dias, ao longo de uma ampla faixa territorial que vai de Tamil Nadu, no sul da Índia, até Himachal Pradesh, ao pé do Himalaia.

A maioria das mortes, por desidratação e insolação, ocorreu nos Estados de Andhra Pradesh e Telangana, no sul da Índia, onde somente nesta sexta-feira 100 pessoas morreram quando as temperaturas superaram os 43º Celsius. Milhares de caminhões-pipa distribuíam água para mais de 4 mil povoados que estavam sem água no Estado de Maharashtra, no centro do país, segundo funcionários citados pela agência de notícias Press Trust of India.

As pessoas buscavam se refrescar nos rios, se refugiavam na sombra e bebiam toda a água que podiam para combater o calor. Havia plantações calcinadas e animais mortos de sede. Os agricultores e pedreiros seguiam trabalhando sob o intenso sol, apesar dos riscos. Segundo as autoridades, esses trabalhadores e os idosos são os mais vulneráveis ao problema.

Para a próxima semana, esperam-se chuvas de monção no sul, que avançarão gradualmente para o norte. Ainda assim, o serviço meteorológico AccuWeather advertiu que se prolongarão as condições de seca e o período de monções provavelmente será afetado por uma temporada mais ativa de tufões no Pacífico. / AP

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