Onda de calor no Paquistão deixa ao menos 180 mortos em três dias

As autoridades declaram estado de emergência em Karachi, o Estado mais afetado, onde a rede elétrica também entrou em colapso

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2015 | 20h21

ISLAMABAD - Uma onda de calor intensa ao longo de três dias matou mais de 180 pessoas no sul do Paquistão, na Província de Sindh, levando as autoridades a declarar estado de emergência, à medida que a rede de eletricidade entrou em colapso e corpos se amontoavam nos necrotérios.

Houve apagões em grandes partes de Karachi, coração financeiro do Paquistão e onde moram cerca de 20 milhões de pessoas, levando moradores a protestar.

Corpos não identificados estavam sendo rapidamente cremados para abrir espaço nos necrotérios, de acordo com Anwar Kazmi, funcionário da Fundação Edhi, uma entidade beneficente.

"Estamos pedindo às pessoasque enterrem seus mortos o mais rapidamente possível, tendo em vista a onda de calor atual e a situação energética ruim", disse ele à Reuters.

Pelo menos 180 pessoas morreram de problemas relacionados com o calor desde sexta-feira  - como ataques cardíacos e desidratação - , de acordo com Sabir Memon, secretário adicional de Saúde da província de Sindh. Todas as folgas para os trabalhadores da área médica foram canceladas.

A temperatura chegou aos 44° C no sábado e aos 43° C. no domingo, coincidindo com o aumento da demanda por energia na medida que as famílias observam o Ramadã, quando os muçulmanos jejuam durante o dia./ REUTERS

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