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Onda de calor na Coreia do Norte agrava crise alimentar

Seca compromete várias culturas, segundo organização internacional; situação preocupante foi agravada por sanções internacionais ao país

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 21h12

GENEBRA  - Uma onda de calor na Coreia do Norte fez com que plantações de arroz, milho e outras culturas secassem nos campos, “com efeitos potencialmente catastróficos” para os norte-coreanos, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) nesta sexta-feira.

A maior rede de auxílio para desastres no mundo advertiu sobre o risco de uma “crise de segurança alimentar completa” no país, afirmando que a situação preocupante foi exacerbada pelas sanções internacionais impostas devido aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte. Em meados dos anos 90, a fome matou cerca de 3 milhões de pessoas no país. 

Em comunicado divulgado em Genebra, a IFRC disse que não chove na Coreia do Norte desde o início de julho e temperaturas chegaram a uma média de 39 graus por todo o país, cujo nome oficial é República Popular Democrática da Coreia (RPDC). A próxima chuva é prevista para o meio de agosto, acrescentou.

A população de 25 milhões de pessoas já está estressada e vulnerável com taxas de desnutrição infantil que podem piorar, disse.

“Isso ainda não é classificado como uma seca, mas arroz, milho e outras plantações já estão murchando nos campos, com efeitos potencialmente catastróficos para a população da RPDC”, disse Joseph Muyamboit, gerente de programa da organização em Pyongyang.

“Nós não podemos deixar essa situação se tornar uma crise de segurança alimentar completa. Nós sabemos que períodos anteriores de seca interromperam o fornecimento de alimento até o ponto em que causaram sérios problemas de saúde e de desnutrição pelo país”, disse.

A Coreia do Norte convocou uma “batalha total” contra temperaturas recordes que ameaçam as lavouras, referindo-se a ela como o “desastre natural sem precedentes”.

Secas e inundações têm sido uma ameaça sazonal na Coreia do Norte, que não possui sistemas de irrigação ou outras infraestruturas para conter os desastres naturais./ REUTERS

 

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