Alaska Division of Forestry/Handout via REUTERS
Alaska Division of Forestry/Handout via REUTERS

Onda de calor no Alasca provoca incêndios e derrete geleiras

As geleiras em derretimento e os campos de neve montanhosos estão inchando os rios e correntes por uma grande parte do centro-sul do Estado

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2019 | 21h41

ANCHORAGE, EUA - Uma onda de calor no Alasca está atiçando incêndios florestais e derretendo geleiras, sufocando as maiores cidades do Estado americano com fumaça e elevando o nível dos rios com água do degelo.

Em Anchorage, que abriga cerca de 40% da população do Alasca, o Serviço Nacional do Clima (NWS) emitiu um aviso de fumaça densa no domingo, desaconselhando atividades prolongadas ao ar livre e aconselhando idosos e doentes a permanecerem em casa.

O culpado é o incêndio florestal do Lago Swan, no sul do Refúgio Nacional da Natureza Selvagem de Kenai, que arde desde a queda de um raio no dia 5 de junho e consumiu mais de 27,5 mil hectares, disseram bombeiros.

Em Fairbanks, mais ao norte, bombeiros ordenaram retiradas em duas áreas e orientaram os moradores de uma terceira a se prepararem para partir por causa do Incêndio de Shovel Creek, que atingiu 2.253 hectares no domingo.

“As pessoas deveriam partir, sair agora. Partam imediatamente. Não adiem a partida”, disse a ordem de retirada.

No total, havia 354 incêndios florestais cobrindo 179.361 hectares do Alasca até a manhã de domingo, segundo bombeiros estaduais e federais.

Além do Refúgio Nacional de Kenai, que tem várias conflagrações ativas, locais emblemáticos como o Parque Nacional de Denali e o Refúgio Nacional da Natureza Selvagem do Ártico têm incêndios.

O calor quase recorde na maior parte do Estado criou condições inflamáveis da fronteira canadense, no leste, ao litoral do Mar de Bering, no oeste.

Calor recorde

Anchorage foi uma das áreas que testemunharam um calor recorde em junho, que veio na esteira de uma primavera também com calor recorde no Alasca como um todo, disse Rick Thoman, cientista climático do Centro de Avaliação e Política Climática do Alasca radicado em Fairbanks.

“Esse clima muito quente, logo depois do maio quente, o degelo muito precoce, depois tivemos essas duas semanas de raios – é o cenário clássico”, explicou Thoman.

As geleiras em derretimento e os campos de neve montanhosos estão inchando os rios e correntes por uma grande parte do centro-sul do Alasca, disse o NWS.

O degelo fez o nível das águas chegar ao estágio de inundação no Rio Yentna, situado a noroeste de Anchorage, no domingo, segundo Bob Clay, meteorologista do NWS. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.