RIZWAN TABASSUM/AFP
RIZWAN TABASSUM/AFP

Onda de calor no Paquistão deixa mais de 780 pessoas mortas

Muitas mortes ocorreram em razão de desidratação; hospitais continuam em estado de alerta e colégios estão fechados

O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2015 | 10h37

ISLAMABAD - Mais de 700 pessoas morreram nos últimos cinco dias em razão da onda de calor que castiga a província de Sindh, no sul do Paquistão. Os hospitais, sobretudo na capital Karachi, permanecem em alerta, informaram nesta quarta-feira, 24, fontes oficiais.

O secretário de Saúde do governo regional de Sindh, Saeed Mangnejo, declarou que em Karachi morreram desde sexta-feira ao menos 781 pessoas. "O governo provincial declarou o estado de emergência em todos os hospitais da cidade. Os colégios, universidades e escritórios permanecerão fechados", explicou Mangnejo.

Segundo explicaram várias fontes hospitalares, um alto número de mortes ocorreu por desidratação.

A onda de calor no Paquistão coincidiu com o começo do Ramadã, a festividade mais sagrada para os muçulmanos que estabelece a não ingestão de alimentos e bebidas entre a alvorada e o crepúsculio durante um mês.

Queda. É esperada uma chuva fraca no final do dia em Karachi, o que fará com que caiam as temperaturas que alcançaram máxima de 41.ºC na terça e nesta quarta estão em 38.ºC, disse o porta-voz do departamento de meteorologia Muhammad Farooq.

As ondas de calor são frequentes no Paquistão nos meses de maio e junho, que precedem a chegada das chuvas da monção. /AP e EFE

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