Onda de choque após explosão deixa 200 feridos no Equador

Pessoas com rostos ebraços ensangüentados percorriam nesta quinta-feira as ruasdesta cidade equatoriana em razão da explosão de munições em umquartel militar cuja onda expansiva teve o efeito de umverdadeiro terremoto. Pelo menos sete pessoas morreram e 200 ficaram feridasna explosão no quartel de Riobamba, uma cidade andina a 160 kmao sul de Quito. Um número indeterminado de pessoas estão desaparecidas. O presidente Gustavo Noboa visitou hoje a cidade einformou que os mortos foram sete e os feridos, 140.Anteriormente, a Cruz Vermelha havia informado em um comunicadoque seis pessoas "faleceram fora do recinto militar" e que sedesconhece o número de perdas dentro do quartel. Segundo osinformes oficiais, dois dos mortos são militares e quatro,civis. Ainda segundo a Cruz Vermelha, há cerca de 200 feridos,em sua maioria atingidos por estilhaços de vidros das janelas.Dos 200, disse, 15 "apresentam ferimentos importantes". Através de canais de rádio e televisão, numerosos habitantespediam informações sobre familiares ou amigos dos quais aindanão havia notícias após a explosão. "Há consideráveis danos em muitas residências eedifícios", disse o comunicado da Cruz Vermelha. O coronel Artur Cadena, porta-voz do Exército, informouque "a explosão se deveu à ativação de uma granada", nointerior da Brigada Blindada Galápagos, sem acrescentar maisdetalhes. "Até esta madrugada foram ouvidas explosões no interiordo recinto", disse ao canal 8 de televisão Fernando Guerrero,prefeito de Riobamba. "Não há nenhuma casa em Riobamba em que não se tenharompido um vidro", disse o prefeito para ilustrar a força daonda expansiva que, segundo a porta-voz da Cruz Vermelha, MónicaMenéndez, alcançou um raio de 15 km em torno do quartel,localizado no bairro de San Antonio, em Riobamba. A cidade amanheceu com suas ruas cobertas de estilhaços de vidros, janelas e portas destruídas, e com as pessoas percorrendo os hospitais - de Riobamba e de outras cidades das imediações - ecasas de amigos em busca de informações. Forças da polícia e militares impuseram um cerco paraimpedir a passagem de pedestres e veículos num raio de 4 a 6 kmem torno do quartel.

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