Onda de choque causou a morte de Benazir, diz governo

Força da explosão fez com que a ex-premiê batesse com a cabeça no teto do carro, fraturando o crânio

EFE e AP,

28 de dezembro de 2007 | 15h48

A ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, não foi atingida por tiros ou estilhaços de bomba, e se preparava para retornar à segurança de seu carro blindado quando a onda de choque da explosão provocada pelo assassino fez com que a cabeça da líder oposicionista batesse no teto solar do veículo.   Foi a fratura do crânio provocada pelo impacto que a matou, de acordo com informações divulgadas pelo porta-voz do Ministério do Interior, Javed Iqbal Cheema.   Anteriormente, fontes dos serviços de segurança paquistaneses haviam dito que Benazir tinha sido baleada na cabeça e no pescoço.   A investigação desencadeada pelas autoridades do Paquistão indicam que o atentado que tirou a vida da ex-premiê foi orquestrado pela Al-Qaeda e pelo Taleban, disse o ministro do Interior, Hamid Nawaz. O governo paquistanês acredita que o líder de outra corrente de oposição ao presidente Pervez Musharraf, Nawaz Sharif, também foi marcado para morrer pelos grupos extremistas.   Cheema declarou que as autoridades realizaram uma "interceptação de informações" na qual o líder extremista Baitullah Mehsud "parabeniza seu povo pela execução do ataque covarde".   Ele não deu mais detalhes sobre natureza da interceptação. De acordo com o porta-voz, Mehsud é um membro da Al-Qaeda e também orquestrou um atentado contra o comício de boas-vindas que recebeu Benazir em seu retorno do exílio.   O ataque, em 18 de outubro, matou mais de 140 pessoas.

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