Onda de protestos antiguerra chega aos EUA e a Cuba

Ativistas enfurecidos pela decisão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de enviar mais 21.500 soldados para o Iraque correm contra o tempo para organizar protestos de Nova York até São Francisco.Na Times Square, em Nova York, os protestantes planejam fazer concentração em um centro de recrutamento militar. Ações menores também estão sendo planejadas em Boston, Califórnia e outras cidades.Ativistas antiguerra também fizeram uma demonstração nesta quinta-feira em Cuba próximo à prisão americana em Guantánamo pedindo o fechamento do local. Entre os 12 ativistas, estava um ex-preso de Guantánamo e parentes de outro prisioneiro. O protesto marca o quinto aniversário da primeira leva de prisões em função da ?guerra contra o terror?, no Afeganistão.A prisão foi montada na base americana em Cuba depois da invasão do Afeganistão, em 2001, para interrogar soldados inimigos. O tratamento dado a 400 prisioneiros e o futuro legal incerto deles atraíram protestos internacionais contra os Estados Unidos.Fronteira com CubaOs ativistas foram até o limite da zona militar cubana, que faz fronteira com a base americana. Autoridades cubanas não permitiram que eles passassem do limite.Os manifestantes se disseram contentes com o fato de terem chegado tão perto da prisão. Eles montaram uma vigília e pediram que o resto do mundo pressione os Estados Unidos para fechar o local.O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, repetiu os apelos de seu antecessor, Kofi Annan, pelo fechamento do local. A organização de direitos humanos Human Rights Watch também pediu o fechamento. ?Já passou em muito o tempo para que se leve a julgamento ou se liberte os presos que continuam lá?, afirmou a organização em uma nota.TorturanteEntre os manifestantes estavam a ativista americana Cindy Sheehan, o ex-prisioneiro Asif Iqbal e a mãe do preso Omar Deghayes, Zohra Zewawi. Ela disse que a dor de estar tão perto do seu filho sem poder vê-lo foi torturante.

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