Onda de protestos marca chegada de Bush ao Paquistão

Uma onda de protestos contra os Estados Unidos varreu o Paquistão nesta sexta-feira. Multidões gritavam "morte à América" e incendiaram a bandeira americana antes da chegada do presidente President George W.Bush, que veio para uma reunião com um de seus aliados-chave na luta contra o terrorismo, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf. Apesar da parceria entre os Estados Unidos e o Paquistão na luta contra o terror, desde os ataques de 11 de setembro, muitas pessoas nesse país muçulmano nutrem uma profunda desconfiança em relação à América a quem consideram um inimigo do Islã. Vários grupos islâmicos e estudantis mobilizaram seus partidários em todo o país para participar dos protestos contra os Estados Unidos, que foram relativamente pequenos e controlados. Muitos dos manifestantes também se uniram para condenar a publicação das caricaturas de Maomé. Poucas horas depois da chegada de Bush, centenas de policiais, usando bastões, dispersaram os manifestantes, estudantes em sua maioria, na cidade de Rawalpindi, apenas alguns quilômetros do local de pouso do presidente. Cerca de mil manifestantes tentaram marchar até o consulado americano na cidade de Karachi, onde, na quinta-feira, um suicida matou um diplomata americano e seu motorista em um ataque a bomba, mas a polícia usou gás lacrimogêneo e bastões para impedir que a multidão se aproximasse do prédio. Centenas de soldados armados e tropas paramilitares planejavam patrulhar a capital durante a breve visita de Bush, que termina no sábado. "Fizemos arranjos totalmente seguros para a estadia do presidente e acreditamos que não haverá nenhum problema", afirmou um funcionário do Ministério do Interior, Brig. Javed Iqbal Cheema, que também coordena, juntamente com autoridades americanas, ações contra o terrorismo. As forças de segurança, posicionadas em colinas com vista para Islamabad, irão monitorar a cidade com óculos de visão noturna. A marinha americana e especialistas de segurança paquistaneses planejam usar equipamentos de alta tecnologia para impedir a detonação de explosivos. "Pedestres e veículos não serão permitidos nas estradas usadas por Bush e pelo presidente Gen. Pervez Musharraf", explicou Cheema.

Agencia Estado,

03 Março 2006 | 16h24

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