Onda de terror toma conta do Cáucaso

Os ataques na Chechênia são mais um sinal de que o Cáucaso vive um clima de total instabilidade, sem qualquer solução à vista. A região foi palco de dezenas de atentados nos últimos meses, com mais de 160 mortos, numa demonstração de que o Estado russo simplesmente não tem controle sobre o território.

Jamil Chade CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

Segundo a Justiça da Rússia, 246 ataques considerados "terroristas" foram realizados no Cáucaso em apenas nove meses. Outros 50 foram frustrados. Nesse período, 800 quilos de explosivos foram encontrados e confiscados na região e 140 bombas, desativadas.

O próprio serviço de inteligência da Rússia afirma que a onda de ataques de insurgentes é crescente e tem participação de redes islâmicas radicais que operam em âmbito internacional.

No dia 24, por exemplo, foi registrado um ataque suicida contra uma delegacia de polícia de Kabardino-Balkaria. No mesmo dia, cinco insurgentes foram mortos no Daguestão. Na Abkházia, a casa do vice-presidente foi atingida por um morteiro.

A região é uma encruzilhada de interesses. Para os EUA e a Europa, o Cáucaso é a garantia de acesso a um bolsão de petróleo e gás. Para Moscou, o território simplesmente faz parte da Rússia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.