Onda de violência após eleição na Nigéria matou 800, diz grupo

Mais de 800 pessoas foram mortas e 65.000 ficaram desalojadas em três dias de violência após a eleição presidencial de abril vencida pelo presidente Goodluck Jonathan, de acordo com o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

REUTERS

16 de maio de 2011 | 21h04

Revoltas aconteceram em cidades no norte muçulmano do país depois que Jonathan, um cristão do sul, foi declarado o vencedor da eleição que observadores internacionais e vários nigerianos classificaram como a mais confiável nas últimas décadas.

O principal rival de Jonathan, o ex-governante militar Muhammadu Buhari, um muçulmano popular no norte, se recusou a aceitar a derrota. O seu partido Congresso para a Mudança Progressiva (CPC) foi aos tribunais contra a eleição.

"As eleições em abril foram apontadas como as mais justas na história da Nigéria, mas elas também estão entre as mais sangrentas", disse Corinne Dufka, pesquisadora para a África Ocidental do grupo de direitos humanos dos EUA.

"As autoridades recém-eleitas deveriam rapidamente construir sobre os ganhos democráticos das eleições, levando à Justiça quem perpetrou esses crimes terríveis e buscando resolver as causas da violência", acrescentou Dufka.

(Por Joe Brock)

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