Onda de violência assusta o Paraguai

A violência não dá trégua ao Paraguai. A cada dia, aumenta o número de homicídios e assaltos sem que o governo consiga dar uma resposta firme à escalada da criminalidade. Neste clima, o chefe da Ordem e Segurança Públicas da Polícia Nacional, comissário Pastor González Cuquejo, renunciou apenas cinco dias depois de ter assumido o cargo. Cuquejo foi alvo de críticas de vários meios de comunicação, que exigiram explicações sobre seu enriquecimento. A imprensa o acusa de ter construído uma mansão suntuosa na capital, mesmo recebendo um salário de apenas US$ 800 por mês. A renúncia do chefe policial foi informada numa entrevista coletiva convocada pelo ministro do Interior, Nelson Mora. Os atos de violência não param de chocar os paraguaios. Nas última horas, o jogador de futebol Librado Rodríguez, famoso no país por sua participação na seleção nacional entre anos 80 e 90, foi vítima de seqüestro relâmpago e assassinado. O jogador foi encontrado morto num bairro da grande Assunção. Na madrugada de hoje, o cadáver de um taxista foi encontrado na capital. Ele apresentava feridas de faca. Os ladrões levaram o rádio e o aparelho de comunicação do carro. A Associação de Taxistas do Paraguai anuncia uma greve de 12 horas em toda a área metropolitana em protesto contra a falta de segurança pública.

Agencia Estado,

25 Outubro 2004 | 18h28

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